Teste Vocacional

30 de abril de 2020 by in category Educação, Psicologia with 0 and 0

Desde sempre ouvimos muito “fulano tem vocação pra isso ou aquilo”. Mas você já se perguntou o que quer dizer “Vocação”?

De acordo com o site https://www.significados.com.br/, “Vocação é um termo derivado do verbo no latim “vocare” que significa “chamar”.É uma inclinação, uma tendência ou habilidade que leva o indivíduo a exercer uma determinada carreira ou profissão.”

Em outras palavras, o termo é usado para ressaltar uma tendência da pessoa para este ou aquele talento ou habilidade. mas até algum tempo atrás, isto era algo DETERMINANTE na vida da pessoa. Ou seja, ou ela tem o potencial para exercer uma certa função, como “cálculos”, ou demonstrar por exemplo “talento musical”, ou jamais seria capaz de fazê-lo.

Com o advento da psicologia moderna, o Teste Vocacional foi sendo aprimorado. Mais do que uma estratificação social e cultural, o conceito de profissão passou a ser encarado como uma Escolha da pessoa, e não uma determinação.

Na antiguidade, se você se mostrasse particularmente bom em algo, aquilo passava a ser sua função. Então, se você era forte e corajoso, seria o caçador da tribo. Se era bom com as mãos, se tornaria o artífice. E assim por diante. Então você NASCIA com esta ou aquela habilidade, e aquilo determinaria sua função na tribo. E a função era “herdada”. Ou seja, a família de caçadores seria sempre de caçadores, a dos curandeiros, de curandeiros, e assim vai.

No Antigo Egito, os primeiros conceitos de “vocação” começam a surgir, quando desenvolve-se uma metodologia rudimentar de ensino. O talento natural ainda era levado em conta, mas passa-se a valorizar mais esta ou aquela atividade, de modo que surgem as primeiras “escolas de ofício”, normalmente quando alguém importante reconhece o “talento” de uma pessoa e decide educá-la para ser ainda melhor naquilo.

Na Idade Média, os “patronos” tornam-se menos importante, de modo que os mestres de ofício, ou seja, os “veteranos”, por assim dizer, passam a unir-se em guildas e aglomerados, conduzindo suas atividades laborais por meio de aprendizes que iriam herdar os negócios, tornando-se, eles próprios, professores. Aqui surgiram os primeiros casos de “Especialistas”, pois até então as atividades eram mais limitadas à sua ocupação. Com o advento das guildas de ofício, surgiram verdadeiras “escolas” que preparariam os futuros trabalhadores.

Então chegamos à Era Moderna, quando as ciências passam a dedicar-se ao estudo da personalidade, construindo os primeiros “perfis profissionais”. Mas foi aproximadamente nos anos 1930, embora não se tenha exatidão, que os primeiros Testes Vocacionais passaram a ser empregados, primeiro como objetos de seleção de pessoal para os grandes centros laborais.

Nos anos 90, os testes vocacionais entraram em descrédito depois do desenvolvimento do conceito das “Múltiplas Inteligências”, de modo que as empresas passaram a ter total controle do tipo de profissional que empregavam, tornando os processos seletivos muito mais subjetivos do que funcionais, valorizando uma gama muito maior de fatores do que apenas a capacidade de exercer a função desejada.

Hoje em dia, usa-se muito mais o conceito de Orientação Vocacional, num conceito mais amplo do que laboral, propriamente. O processo em si é um conjunto de avaliações que têm por finalidade o auto-conhecimento.

O sujeito da avaliação passa não por UM, mas algUNS testes psicológicos, normalmente um de perfil, outro de habilidades (cálculos, artes, criatividade, raciocínio, liderança, sociabilidade, e outros, dependendo do tipo de teste empregado), e para finalizar um teste de maturidade de escolhas. Este último foi o prego final nas influências familiares acima da capacidade e habilidades individuais, direcionando o processo de escolha e levando mais em conta não apenas a “vocação”, mas o “desejo” por esta ou aquela carreira.

Assim, se você procura pela internet por um teste vocacional, tenha o cuidado de evitar aqueles que o direcionam para uma ou outra profissão. Normalmente eles só estão levando em conta as “habilidades específicas” apenas de forma subjetiva propondo questões de múltiplas escolhas onde a pessoa vai se “identificar” (mais escolha do que habilidade, propriamente) mais com uma ou outra opção.

Por outro lado, a ORIENTAÇÃO VOCACIONAL, como o nome implica, vai levar em conta não só a capacidade da pessoa, como suas habilidades pessoais e características psicológicas para a função.

Assim, não basta “gostar de biologia” para ser médico, “ser bom em contas” para ser engenheiro, ou “ter boa memória” para ser professor ou advogado. Hoje em dia, leva-se em conta o tipo de trabalho desempenhado para cada profissão, a forma de se trabalhar e a adaptação do indivíduo aos desafios profissionais das mais diferentes carreiras.

Por isso, a escolha de um bom profissional faz toda a diferença num bom processo de Orientação Vocacional.

Outra curiosidade é que o mesmo processo de Orientação serve ainda para uma pessoa que já esteja no mercado de trabalho, mas esteja insatisfeita com os rumos de sua carreira. Sente-se desmotivada, desacreditada, e que está desperdiçando seu potencial.

O primeiro passo é identificar este potencial, então entender seus interesses profissionais para só então direcionar o sujeito entre as carreiras de sua preferência.

Hoje temos coaches que fazem este tipo de atividade, mas nem todos têm o devido preparo (pra não dizer a ética) de lidar com este tipo de situação. Por se tratar, um processo de Orientação Vocacional adequado, de um processo multifatorial que DEVE levar em conta fatores emocionais e de maturidade profissonal, identificar o momento de vida da pessoa para então guiá-la por este processo de decisão, seja de uma faculdade, de uma carreira, ou o caminho de uma profissão.

Porém, também há coaches muito qualificados, capazes de diferenciar seu trabalho neste processo de orientação do que é realizado por um psicólogo, conduzindo seu cliente por um processo maduro e profissional de escolha e alinhamento de carreira, preparando-o para o mercado de trabalho, para uma melhor qualidade de vida e para uma melhor inserção em seu próprio ambiente de trabalho, normalmente sendo este último o bastante para lidar com as dificuldades no trabalho e melhorar seu desempenho profissional, aumentando sua satisfação e auto-aceitação.

Reforçando, a escolha de um profissional preparado é muito importante, pois identificar o problema e reconhecer a dificuldade nunca é o bastante. Deve-se levar em conta a condição pessoal, suas dificuldades e limitações emocionais e, acima de tudo, sua DISPONIBILIDADE em lidar com estes conteúdos emocionais.

É justamente esta combinação de fatores que vai formar um processo de Orientação completo, rico e profissional, com melhores resultados e maior satisfação para o cliente, e para o profissional que o executa.

Mas e você?

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