Quem é o seu herói?

30 de abril de 2020 by in category Psicologia with 0 and 0

superdad

Quando você pensa na sua identidade, nos seus valores e nas suas referências, quem lhe vem à mente? Em quem você se inspira? E quando você se machuca, ou quando sofre uma derrota da vida, algo dá errado ou tudo parece ruim, em quem você pensa?

Os filhos não têm dúvidas em quem chamar quando caem do brinquedo, ou quando escorregam correndo pela casa. É sempre “Pai” ou “Mãe” pra cá e pra lá. Ou pelo menos era assim até alguns anos.

Filhos são sempre filhos, e tudo de que precisam é do carinho e atenção dos pais. E se não tiverem isto em casa, vão certamente procurar em outro lugar, em outros heróis ou guardiões.

Desde a mais tenra idade, as crianças aprendem por imitação. Aprendem com o que vêem e imitam os gestos e atitudes dos seus modelos. Mas e quando estes modelos estão desorientados, não sabem o que fazer? Ou ainda, quando vivem dentro de uma caixa de imagens e sons? E quando são artistas ou personagens de um mundo imaginário de jogos e desenho animados?

Na nossa sociedade conectada, que vive mais no mundo virtual que no mundo real, cada vez mais nossas crianças estão perdendo suas referências. Os “Pais” de ontem não são como os de hoje, e as “Mães” de ontem muito menos se parecem com as mulheres fortes e determinadas de hoje. Pais que se assustam com os tombos dos filhos, e Mães que gritam que parem de chorar, cobrando que sejam fortes.

Pois é exatamente o que está acontecendo com as crianças da Geração Gadget, aquelas que crescem com a cara no celular, tablet ou computador. Filhos de pais que não sabem ao certo como educar, ou não têm “tempo” ou “paciência” para lidar com as manhas, com o choro e as pirraças. Pais que nunca aprenderam a impôr limites, talvez por nunca terem tido.

Estamos assim perpetuando um erro, uma “falha” na educação das novas gerações. Que nossos filhos tenham seus heróis é ótimo, muito saudável. Mas que eles sejam ilusórios e não reais, construídos em valores fictícios ou baseados numa cultura das massas ou de mundos de fantasia, acaba se tornando um problema sério. Principalmente quando seu ídolo se sobrepõe em importância aos próprios pais, into é um grave problema de formação. Porque assim construímos sua personalidade, sua identidade, baseados numa ilusão, e quando encontramos a realidade, dela tomamos um grande solavanco.

Filhos que mentem e fogem de casa para assistir um show de seu artista preferido. Ou que mentem que vão dormir na casa de um amigo para fazer uma sessão corujão, uma maratona de jogos virando a madrugada.

Mas se os pais esquecem de colocar suas regras e impôr limites, como podem cobrá-las?

“Não, meu filho, você não pode pular na frente do carro porque você NÃO é indestrutível”.

“Não, filho, você não é Fulano-de-tal, então não pode falar com sua família como se fosse ele”.

Parte importante do processo de amadurecimento da criança é lidar com a frustração de “não ter”, “não poder”, “agora não é hora”. Olhamos para nossas crianças fofas e adoramos suas manhas. Mas quando começam a chorar, colocamos logo a babá-celular para funcionar. “Olha este desenho, filho”. “Assiste aqui por favor”.

O que mais recebo é pais que não sabem o que fazer com os filhos. Foram educados a ter sempre o celular ao seu dispor, sua babá, sua companhia, seu escape do mundo. E então esta criança cresce e se torna um adolescente viciado em jogos, ou em redes-sociais. E só então percebemos como são reclusos e “anti-sociais”, educados nos jogos e mundos fantásticos. Afinal, nunca lhes mostramos outra maneira.

Caminhe pela rua um pouco e logo vai ver crianças com celulares, vidrados, hipnotizados. Alheios aos próprios amiguinhos brincando de bola e chamando para participar.

E a hiper-estimulação causada por estes aparelhos já está mais que comprovada. “Que lindo, meu filhinho sabe mexer como celular melhor que eu”, logo se transforma em “Meu filho é hiperativo, não larga o celular e não faz nada em família”.

Outro grande sintoma desta alienação é a incidência monstruosa de crianças e adolescentes com sintomas de enxaqueca. Isto mesmo, aquele problema de “mentes agitadas que pensam demais e funcionam muito rápido” (descrição simplificada), e quando o cérebro chega no seu limite de funcionamento, ele precisa de um Shut-Down, um desligamento de emergência para “esfriar as idéias”. E nesta hora nossas mentes têm de lidar com algo a que não estamos habituados: Calma e Silêncio.

Está na hora dos pais reaprenderem a colocar limites. Como nossos pais elegiam a “hora em família”, o “dia do passeio”, ou mais simplesmente a “hora do jantar”. Simplesmente sentar à mesa e conversar sobre o seu dia”. Pais, vocês têm que se lembrar de que vocês são não só o primeiro como o MAIOR modelo dos seus filhos. Vocês são a base e o alicerce de sua educação. Então ninguém além de vocês mesmos são culpados pelo filho viciado em games e anti-social que não sai do celular.

Se seu filho “só anda com más companhias”, é porque VOCÊS o ensinaram a andar com tais pessoas. Ou NÃO os ensinaram a escolher melhor suas companhias. Pela conversa excessiva e ambiente estressante, ou pela falta de conversa (e de limites).

Lembrem-se, o papel de educar e de incentivar os hábitos saudáveis, e de prover um ambiente equilibrado, compete às famílias. Seja ela numerosa, ou de poucas pessoas. Mas um ambiente onde as crianças tenham sua primeira escola, onde aprendem o básico da boa educação e das regras.

Afinal, se a escola é o “segundo lar”, precisa haver um “Primeiro lar” em que crescer e se espelhar.

Vamos dar as mãos, pais e professores, famílias e escolas, e construir um ambiente saudável e equilibrado para nossas crianças poderem crescer e se educar nos costumes e valores adequados, e não naqueles que os OUTROS acham melhor.

Pois é melhor ter sua cota de problemas dentro de casa, brigas e discussões, dificuldades em como conversar, e pra isto existem bons profissionais para ajudar e orientar nestas questões, do que mais tarde perder completamente o controle dos filhos e de sua saúde, sem nunca saber por onde andam, o que sentem e do que precisam.

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